terça-feira, 9 de junho de 2020

6º e 7º A - Semana 08 a 12 de junho - Artes Integradas (O Boi na Cultura Popular)


ARTES INTEGRADAS

O boi é uma figura central em muitas festas da cultura popular brasileira. Eles costumam ocorrer no período junino ou natalino em várias localidades de muitos estados do país. Nessas diversas manifestações populares, a representação do boi está associada a muitas simbologias. Sua vitalidade é uma constante dos festejos, e ao seu retorno existe um conjunto de personagens e ações cujas referências remontam à matrizes culturais que formam a base da cultura do Brasil: indígena, a europeia e a africana.

Conhecer




Em diversas formas do folguedo há efetivamente a presença de um sistema de personagens e ações reunidos em torno do tema da morte e da ressurreição do boi. Essa presença manifesta-se de vários modos. O boi – emblema e artefato – é sempre figurado em objetos, desenhos, pinturas e bordados. Nas performances, indumentárias variadas e características que compõem os tipos cênicos. Coreografias particulares acompanham essas figuras e, em alguns casos, também a participaçãodo público.

Folguedo: Festa popular com um tema tradicional específica de um grupo de pessoas ou religião.



O artefato do boi geralmente é feito de madeira leve, possui enchimento de espuma de tecidos e fitas. O brincante entra nessa estrutura e fica coberto por ela. Em algumas ocasiões é possível enxergar seu rosto, mas, na maioria das vezes, só seus pés ficam visíveis. Ele dança e pula com tanta intensidade que o público tem a impressão de ver um boi com vida própria. Na tradição do folguedo, o nome pelo qual se chama o brincante que movimenta a estrutura do boi é “miolo”.
Os movimentos do boi podem ser acompanhados pelas toadas e pelo som de instrumentos como os maracás, de origem indígena, e os pandeiros e tambpres-onça, de sonoridade africana.

O festejo segue uma ordem de apresentação em que para cada encenação do auto (preparação, aviso da chegada, morte, ressurreição e encerramento) existem músicas e danças realizadas de maneiras variadas. Os passos dos brincantes, os rodopios e volteios do boi e a musicalidade das canções expressam as simbologias de cada momento de festejo.

Apreciação musical: “Toada – O meu boi morreu”





Produção Artística

Nessa atividade vocês irão selecionar materiais diversos disponíveis pela natureza para fazer uma composição visual. Separe gravetos, folhas e outros materiais que possa utilizar para compor um “bumba-meu-boi” ecológico. É importante que faça a colagem na folha de sufite. Você poderá acrescentar desenhos de lápis de cor, giz de cera, canetinhas entre muitos outros.
Separei alguns modelos de composição visual de animais para que possam se inspirar e compor o “bumba-meu-boi”.









 Boa produção artística a todos!


Atenciosamente,

Prof. Esp. Rafael Ribeiro

4º e 5º Ano - Semana 08 a 12 de junho - Teatro de Mamulengos


Semana 08 a 12 de junho

Você já ouviu falar em Teatro de Mamulengos?

Mamulengo é um tipo de fantoche típico do nordeste brasileiro, especialmente do estado de Pernambuco.
 A origem do nome é controversa, mas acredita-se que ela se originou de mão molenga, mão mole, ideal para dar movimentos vivos ao fantoche. Um ou mais manipuladores dão voz e movimento aos bonecos.




O Mamulengo faz parte da cultura popular nordestina, sendo praticada desde a época  de colonização do Brasil. Retrata situações cotidianas do povo que a pratica.
Em 2015, os bonecos de Mamulengos, foram reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil.


Na cidade Olinda-PE o Espaço Tiridá - Museu do Mamulengo procura preservar a tradição dos bonecos, contando em seu acervo com cerca de mil e quinhentas peças, além de realizar apresentações e oficinas diárias.



O Museu é mantido pela Prefeitura de Olinda, mantendo peças antigas e preservando a memória de mestres populares desta arte, como Saúba, Tonho de Pombos, Luiz da Serra, Pedro Rosa, Zé Lopes, Antônio Biló, Manuel Marcelino.

Em Glória do Goitá, cidade da zona da mata de Pernambuco, conhecida como a "Capital do Mamulengo", também há o Museu do Mamulengo, que é dirigido pela Associação dos Mamulengueiros e Artesãos da Glória do Goitá, promovendo sempre apresentações e oficinas. Sem contar que, no próprio museu, podemos encontrar artesãos e mamulengueiros diariamente. Além de vivenciar o folguedo, ainda há bonecos reservados para venda, confeccionados pelos próprios artesãos e pelos Mestres José Lopes, Mestre Bila, Titinha, Mestre Gilberto Lopes.

Assista (Conhecendo o Museu do Mamulengo):


Produção Artística

Após ter assistido e conhecido o museu do mamulengo, em Olinda-PE, experimente construir seu próprio boneco. Você poderá usar diversos materiais como: rolinhos de papel higiênico, caixas de leite, garrafa Pet, retalhos de roupas, feltros, papelão entre muitos outros. Use a imaginação e criatividade na hora de produzir o personagem.
É muito importante que ele tenha um nome, uma história ou uma situação cômica que tenha passado. Você poderá se inspirar em alguém que conhece ou alguma situação que tenha vivenciado.

Ao terminar faça uma apresentação em vídeo, para que seus colegas possam se divertir. Não se esqueçam de adentrar ao mundo do teatro, é muito importante que se atentem para a entonação da voz ao representar o personagem escolhido. Bonecos mamulengos são inspirados folclóricas e históricas que retratam a identidade cultural de um povo.

Bom processo de criação!

Atenciosamente,

Prof. Esp. Rafael Ribeiro
(Arte – Educador)
Para saber mais sobre o artista plástico Alfredo Volpi acesse:


Para saber mais sobre o Museu do Mamulengo acesse:



1º, 2º e 3º Ano - Semana 08 a 12 de junho (Formas, linhas, cores e música)


                                            ARTE 1°, 2° e 3ºANO

Formas, linhas, cores e música.

Olá, turminha! Espero que estejam bem!

Hoje falaremos sobre Música.

Você sabe para que ela serve?

Já se perguntou o que seria de nós sem a música?






A música é uma das quatro linguagens artísticas ela trabalho com som, silêncio e movimento. Além de melodia, harmonia e rítmo.
 Não podemos falar sobre música sem que pensemos no som e no silêncio. O som é causado pela existência da vibração, é tudo aquilo que nosso campo auditivo consegue captar em ondas sonoras (vibração). Através do ouvir as mensagens são direcionadas até a base cerebral, causando estímulos que nos fazem interagir com pessoas por meio da fala, do cantar e do interagir ao tocar um instrumento musical.

E o silêncio? O silêncio é o que se refere a ausência de som. É tudo aquilo que nosso ouvido não consegue captar em forma de onda sonora.

Podemos dizer que o silêncio é simbólico, pois, é a forma como o artista conseguiu representar a ausência de som.




E o movimento? Para que serve?

O movimento é o que vai conectar os dois elementos da linguagem musical: SOM e SILÊNCIO.


Barbatuques




O grupo Barbatuques é um grupo musical brasileiro que utiliza-se do corpo como instrumento musical. Eles produzem sons a partir da experiência corporal – com palmas, canto, assovios, sapateado entre muitos outros, alcançando resultados criativos.



Assista:

 Produção Artística:

Após o estudo desse capítulo experimente produzir sons com seu corpo
Separei algumas etapas para que possam experimentar os sons corporais:

 1 – SONS COM AS MÃOS
Ø Bater uma mão com a outra em forma de concha experimentando o som grave (som grosso).
Ø Bater as mãos planas e os dedos esticados experimentando o som agudo (som fino).
  2 – SONS COM OS DEDOS
Ø Estalar os dedos
Ø Juntar dois dedos e bater contra dois dedos da outra mão
 3 – SONS COM BOCA
Ø Estalar a língua
Ø Bater os dentes
4 – SONS COM OS PÉS
Ø Bater pés no chão dando passos fortes
Ø Bater pés no chão dando passos fracos

Bom experimento sonoro a todos!

Atenciosamente,

Prof. Esp. Rafael Ribeiro
(Arte – Educador)

Para saber mais sobre os Barbatuques acesse:


domingo, 31 de maio de 2020

01 a 05 de junho - 8º e 9º Ano - Arte e Tecnologia no Cinema


ARTE E TECNOLOGIA NO CINEMA

Olá, alunos! Saudades de todos!

Hoje falaremos sobre cinema..

O desenvolvimento do cinema foi resultado de uma série de experimentos e invenções que tinhamo propósito de gerar ou capturar um efeito de movimento.
O taumatoscópio, criado pelo irlandês William Fitton (1780 a 1861) em 1825, foi uma dessas invensões. Trata-se de um aparelho feito com um círculo de papelão, onde são desenhadas duas imagens, uma em cada lado. O círculo é perfurado em duas laterais, onde é amarrada uma linha dupla, torcida. Essa linha, ao ser esticada, faz o papelão girar rapidamente. Nossos olhos, então, percebem as duas imagens como uma só.






Várias outras tecnologias surgiram durante o mesmo período, entre elas o fenacistoscópio, o zootropo e o praxinoscópio, todas capazes de gerar uma impressão de movimentos. Esses objetos, geralmente utilizados como brinquedos, saõ também considerados precursores do cinema de animação.

No fenacistoscópio, uma sequência de imagens é inserida em um disco. No centro do objeto existe um furo onde um cabo é encaixado. Quando o disco é girado, como um cata-vento, as imagens parecem ganhar movimento.




Fenacistoscópio criado na Bélgica em 1833


O fotógrafo inglês Eadweard Muybridge (1830 – 1904) também se inspirou na técnica de utilizar sequências fotográficas para criar a impressão  de movimento. Por volta da déca de 1970, Muybridge instalou 24 máquinas fotográficas ao longo de uma pista de corrida de cavalos. O resultado foi a captura de um cavalo à medida que galopava , que quando visualizadas em sequência geraram a impressão de movimento.


A técnica de funcionamento do praxinoscópio, inventado pelo francês Emile Reynaud (1844 – 1918) em 1877, consiste em uma tira de imagens sequenciais inserida em um cilindro que é impulsionado por uma palia.

A movimentação do cilindro gera um efeito de animação nas imagens.



Praxinoscópio e tiras de imagens sequenciais


Em 1889, o escocês William Kennedy Laurie Dickson (1860 – 1935) inventou o cinetoscópio, uma máquina com engrenagens que rodava uma tira de 15 cm de celuloide, possibilitando que uma pessoa de cada vez pudesse visualizar as imagens em um movimento em loop.


Foi somente em 1895 que os irmãos franceses Auguste e Louis Lumiére patentearam o cinematógrafo, máquina inventada por Léon Bouly (1872 – 1932) em 1892, que filmava e projetava imagens em movimento. Os irmãos, assim, ganharam o título de inventores do cinema.


Os irmãos Lumiére fizeram várias pequenas gravações, cerca de 1 400 no total, como maneira de divulgar o cinematógrafo. Entre elas, o filme conhecido como “A chegada de um trem na estação” foi o primeiro a ser exibido ao público, em 1896.


Com o desenvolvimento técnico do cinematógrafo, o cinema passou a usar essas imagens em movimento para contar histórias. Em primeiro momento, os filmes eram em preto e branco, e não possuíam áudio. Os diálogos apareciam na tela e a trilha sonora era realizada, em geral, por pianistas, em frente à plateia, durante a exibição dos filmes. As narrativas cinematográficas se adaptaram e foram alteradas com alguns adventos tecnológicos da linguagem, como a chegada das cores e do som e, mais tarde, dos efeitos especiais em computador.


Celuloide – matéria prima de filmes fotográficos.


Loop – palavra derivada da lingua inglesa, que significa laço, circulo ou sequência. Nessecaso, refere-se à repetiçãodas imagen sequenciadas, que reproduz o mesmo movimento inúmeras vezes.





Vídeos Explicativos

Uma breve história do cinema



 Extra


Cinetoscópio


Produção Artística

· Após o estudo do capítulo produza um taumatroscópio.

· Assista o vídeo tutorial indicativo e em seguida crie cinco desenhos/cenas diferentes (taumatroscópio).

· Você deverá pensar numa história antes de produzir suas imagens, de forma que elas relacionem-se com sua narração.

· Cada taumatroscópio será comparado há uma cena.

· Você deverá posicionar a câmera de celular de maneira que apareça somente as imagens.

· Seu vídeo em taumatroscópio (história) não deverá ultrapassar o tempo limite de 2 minutos. Não se esqueça de usar os muitos aplicativos de edição de vídeos disponíveis pelo play story.

· Faça uma abertura antes do início da animação. É importante que apresente seu nome,  nome de sua animação (filme), ano/série em que estuda, nome da disciplina (Arte), e nome do professor (Rafael Ribeiro).

· Escolha uma música animada para colocar de fundo. Ela deve ter relação com as imagens (desenhos).

· Assistam todos os vídeos, inclusive aos vídeos listados como exemplos de atividades.


Videos sugestão de tutoriais – Taumatroscópio






Boa produção artística, divirtam-se!

Atenciosamente,

Prof. Esp. Rafael Ribeiro

(Arte – Educador)

e-mail: cantinhodaarteeducacao@gmail.com


01 a 05 de junho - 6º e 7º Ano - O boi na cultura popular (Artes Integradas)



ARTES INTEGRADAS

O boi é uma figura central em muitas festas da cultura popular brasileira. Eles costumam ocorrer no período junino ou natalino em várias localidades de muitos estados do país. Nessas diversas manifestações populares, a representação do boi está associada a muitas simbologias. Sua vitalidade é uma constante dos festejos, e ao seu retorno existe um conjunto de personagens e ações cujas referências remontam à matrizes culturais que formam a base da cultura do Brasil: indígena, a europeia e a africana.

Conhecer

O boi na cultura popular brasileira

No Brasil, as manifestações da cultura popular que ocorrem em torno da figura do boi e são conhecidas pelo nome de brincadeiras de boi. As pessoas que participam dessas manifestações populares são chamadas de brincantes, pois como o próprio nome ja expressa, a brincadeira é uma característica muito importante desses folguedos. As pessoas vestem roupas e acessórios confeccionados com muitas cores e diferentes texturas. O adereço no formato do boi é a fantasia principal do folgueto, pois o animal é o protagonista da lenda popular que inspira a festividade. Na história, um boi, o mais bonito de uma comunidade, volta à vida após ter sido morto.
Nos folguetos, as brincantes se reúnem para celebrar a morte e a ressurreição do boi.
O festejo é realizado por meio da dança, do canto, da interpretação dos personagens que fazem parte da lenda e da construção de adereços e fantasias.




         A brincadeira (do boi) aciona diferentes linguagens  expressivas: há música (No conjunto de instrumentos, voz falada e cantada); há também bailados (nas coreografias específicas para personagens e fases de brincadeiras), há também drama (nas sequências de ação nas quais interagem certos personagens da brincadeira.


CAVALCANTI, Maria Luiza Viveiros de Castro. Tema e variante do mito: sobre a morte e a ressurreição do boi. Mana: estudos de antropologia social, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, 2006. P. 74.



Em diversas formas do folguedo há efetivamente a presença de um sistema de personagens e ações reunidos em torno do tema da morte e da ressurreição do boi. Essa presença manifesta-se de vários modos. O boi – emblema e artefato – é sempre figurado em objetos, desenhos, pinturas e bordados. Nas performances, indumentárias variadas e características que compõem os tipos cênicos. Coreografias particulares acompanham essas figuras e, em alguns casos, também a participaçãodo público.



Folguedo: Festa popular com um tema tradicional específica de um grupo de pessoas ou religião.


Bumba meu boi



Bumba meu boi – Luiz Gonzaga


Documentário




Produção Artística


Após o término do estudo construa um bumba-meu-boi a partir de materiais recicláveis (Caixa de papelão, caixa de leite, garrafa pet, latinhas de refrigerantes, copinhos de danone, rolinhos de papel higiênico entre outros).
Você poderá acrescentar ou substituir os materiais mencionados, é importante que seja criativo.


Colocarei algumas sugestões de links para que possam se inspirar e criar um “Bumba-meu-boi” a maneira original de cada um.


Sugestões de vídeos – produção artística








Boa produção artística a todos!


Atenciosamente,


Prof. Esp. Rafael Ribeiro