quinta-feira, 30 de janeiro de 2025
ENSAIO REFLEXIVO
quinta-feira, 3 de outubro de 2024
ENSAIO ÀS VESPERAS DE UM ANIVERSÁRIO
domingo, 29 de setembro de 2024
CONTO AUTORAL: "MEMÓRIAS DE DONA ROSA"
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
HOMENAGEM À REVDA. NILCE PEREIRA CALLISAYA [IGREJA METODISTA EM PIQUETE]
Homenagem à Pastora Nilce que Parte para Novos Caminhos
Autoria: Rafael Victor Ribeiro
domingo, 25 de setembro de 2022
DESAFIOS: ESCUTA, ENCONTRO E JUSTIÇA SOCIAL
domingo, 29 de agosto de 2021
TECENDO A HISTÓRIA DO POVO METODISTA EM PIQUETE: DIÁLOGOS COM O PASSADO
Registro fotográfico da ambientação litúrgica que faz alusão ao capítulo 3
de Lamentações, versículos 21-24, que nos diz assim:
“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do
SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não
têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o
SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.”
Com o espírito de gratidão e louvor ao nosso Deus pelos 92 anos de Metodismo
em Piquete, procuramos construir, com os irmãos e irmãs, uma narrativa
histórica simbólica desses anos que se passaram; anos nos quais o Senhor sempre
se mostrou presente e fiel na vida desta amada Igreja e de todos os seus filhos
e filhas que por aqui passaram, e daqueles e daquelas que ainda resistem ao
tempo ou que se chegam para somar e fazer parte desta linda história do que é
ser Corpo de Cristo.
A palavra “tecer” vem do verbo entrelaçar, agregar, ajuntar metodicamente os
fios — de forma a sobrepor um a um, conforme a imaginação e a criatividade do
artesão.
Albert Einstein, importante físico alemão, dizia que: “A distinção entre o
passado, o presente e o futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.” O
físico acreditava que o ser humano encontra-se imerso na ação do tempo.
Para ele, as ações cotidianas tendem a contribuir para um mesmo fim: o
futuro — pautado nas experiências do passado, que aconteceram em um tempo
presente, mas que agora se tornaram instâncias do tempo que passou.
O passado é aquilo que já não existe mais e, nesse sentido, é impossível
tornar presente o que passou.
A importância do passado na dimensão do tempo presente para o ser humano nos
induz a tratar o futuro sob o aspecto do que ainda não veio, mas que há de vir.
Aqui estão alguns dos fragmentos do passado, que um dia foram presentes, mas
que hoje contam e recontam a história simbólica de um povo santo chamado
Metodista de Piquete.
As fotos ajudam a relembrar aquilo que o tempo deixou registrado, de forma
que não pudesse tornar-se efêmero (passageiro, transitório).
Os tijolos recordam o início das obras nessa Igreja e as muitas mãos que
doaram esforços para a edificação desse importante templo protestante.
Os tijolos também trazem à nossa memória uma passagem bíblica do livro de
Deuteronômio 32:4:
“Ele é a Rocha; suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são
justos; Deus é fiel e sem iniquidade; justo e reto é o Senhor.”
Nossa fé deve estar firmada nessa Rocha, que é Cristo, nosso Senhor e
Salvador.
As velas recordam a Trindade Santa presente em nosso meio e apontam para o
Cristo, que é a luz do mundo e a suprema Divindade.
Ah, o que dizer dos feixes de trigo? Bem, estes fazem recordar as farturas
do Reino. Quantas bênçãos colhemos ao longo dessa caminhada de vida espiritual
e missão de amor, paz e justiça.
Como nem tudo são flores, como diria o ditado popular, ao longo desses
percalços cotidianos da vida, como Igreja, enfrentamos alguns dissabores...
Por vezes, experimentamos o sabor das ervas amargas, que nos trouxeram
ensinamentos e que hoje, através de uma nova perspectiva, podemos enxergar
melhor e com mais maturidade aquilo que antes não era visto nem aproveitado.
São 92 anos de história, 92 anos transmitindo a mensagem do amor de Deus,
nunca deixando de proclamar o Evangelho de Jesus Cristo.
Houve um tempo em que o alto-falante era a marca registrada da Igreja
Metodista nesta cidade. Há quem diga que cresceu ouvindo os hinos aos domingos
de manhã, antes da Escola Dominical.
Hoje, o alto-falante é só recordação, mas, ainda assim, é possível ouvi-lo
ecoar na memória e no coração...
“Oh! Que lindo jardim,
O jardim de oração,
Onde as flores são graça e poder;
Onde Cristo, o Senhor,
Abre as portas do amor,
Eu me sinto feliz em viver!”
E, assim, continuamos resistindo ao tempo, até a vinda daquele que prometeu
nos buscar um dia... Cá estaremos, proclamando o amor de Jesus, tecendo
histórias através dos fragmentos da nossa ancestralidade presente, pois está em
nossas mãos dar continuidade a esta Missão.
Até aqui, o Senhor nos ajudou; até aqui, o Senhor nos sustentou!
sexta-feira, 16 de abril de 2021
ANÁLISE REFLEXIVA DA ÁRIA "AUS LIEBE" - PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS DE JOHANN SEBASTIAN BACH (BWV 244)
Paixão Segundo São Mateus, do compositor luterano Johann Sebastian Bach (BWV 244).
Aus Liebe — Por Amor (1727) — reflete a trajetória sofrida e enfrentada por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A cena representa o interrogatório de Nosso Senhor — Pilatos se dirigindo à população e perguntando quem ele deveria libertar: Jesus ou Barrabás?
A comovente ária foi escrita para soprano, traverso (flauta barroca) e dois oboés de tonalidade um pouco mais grave (oboés da caccia).
A ária nos convida a um exame de consciência e reflexão individual, recordando toda a narrativa em torno da Paixão — do hebraico: passagem.
A tradução do texto em alemão diz mais ou menos assim:
"Por amor quer morrer o meu Salvador.
Ele que não conhece o pecado,
Para que a eterna condenação
e o castigo da justiça
não caiam sobre minh'alma.
Por amor quer meu Salvador morrer."
Gosto de pensar que o traverso (flauta barroca) tece um lindo diálogo com os melismas emitidos pela cantora (soprano), um sobrepondo o outro, formando um casamento perfeito.
Aus Liebe (Por amor) também é repetido algumas vezes para salientar a mensagem inicial que Cristo tomou: o castigo que nos era destinado. A tonalidade menor inicial causa essa ideia de sofrimento, dor.
Os oboés causam em mim a ideia de destino, predestinação: Jesus estava predestinado a passar pelo que passou!
Enfim, uma obra magnífica! Espero que os alunos e amigos apreciem!
"Jesus é o bom pastor, e o bom pastor dá a vida por suas ovelhas" (São João 10:11).
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