[...] e disse: "Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor." Jó 1,21 [...]
Tia Lenita se foi, e agora só nos restam as boas lembranças, as histórias contadas e os bons ensinamentos deixados por ela — que soube viver uma vida boa e construir uma linda família da qual se orgulhava muito. Sempre se doou aos seus, referindo-se a eles como seus tesouros. Tesouros que soube cuidar e proteger muito bem, emanando amor e irradiando luz.
Seu sorriso era sua marca registrada; adorava contar uma história e sempre caía na gargalhada (ainda é possível ouvi-la). Nasceu, cresceu e viveu em Lorena durante algum tempo, mas foi durante a infância de suas filhas que se mudou para Santos-SP, onde fez a sua segunda casa e cidade do coração. Aprendeu a cultivar hábitos simples e saudáveis, como caminhar na orla da praia, tomar água de coco gelada, apreciar o pôr do sol e frequentar a Faculdade da Terceira Idade, onde fez grande parte de suas amizades.
Libriana nata, era dona de um perfil único, apaixonante e, ao mesmo tempo, intimidador: elegante, charmosa, inteligente, criativa, sincera e muito justa em suas ações e relações. Quando adolescente, exibiu seus encantos artísticos em um programa de rádio lorenense, sendo até premiada pelo timbre de voz único e inesquecível.
Amava viajar e conhecer lugares diferentes; sempre que podia, visitava templos grandiosos católicos. Titia era uma mulher de muita fé. No seu aniversário, em 12 de outubro, gostava de passar a data em Aparecida-SP, como ela dizia: "Na casa da mãe!"
E falando em mãe, a família sempre foi sua base; viveu por eles. Muito preocupada com os familiares, vinha com certa frequência a Lorena, embora o ar nostálgico da cidade do interior não lhe fizesse muito bem.
Irmã inseparável da tia Leoní, sofreu muito com sua partida em novembro de 2018. Não havia um dia que não expressasse a saudade que sentia da irmã. Saudade essa que durou três anos e cinco meses; hoje podemos imaginar o reencontro das duas se enchendo de abraços e beijos, matando a saudade do tempo que ficaram separadas uma da outra.
Posso imaginar tia Leoní dizendo: — Nossa, mas porquê você demorou tanto, Lenita?
Para tia Lenita toda dor e sofrimento chegaram ao fim, e tudo se fez novo. Na certeza do amor de Cristo que nos une, entregamos a nossa vida aos cuidados do Senhor, para continuarmos a caminhada com fé e esperança no reencontro vindo futuro.
Nossa gratidão por tudo, tia Lenita! Te amamos!
Orações extraídas do Ofício de Exéquias da tradição Metodista
[Oração de Despedida e Entrega]
Gracioso Deus,
por teu poder nos deste vida,
e em teu amor tu nos dás nova vida em Cristo Jesus.
Entregamos a tia Lenita aos teus cuidados,
pela fé em Jesus Cristo, teu Filho, Nosso Senhor,
que morreu e ressuscitou para nos salvar;
e nos trouxe a alegria da ressurreição
e a glória do teu reino eterno.
Concede, Senhor, o Espírito de Consolação,
a nós que choramos hoje.
Amém.
[Oração para o momento de sepultamento]
Nós, agora, entregamos seu corpo à terra - terra à terra -
cinza à cinza; pó ao pó -
na esperança da ressurreição para a vida eterna
por nosso Senhor Jesus Cristo,
que morreu e foi sepultado,
mas ressurgiu dos mortos
por amor de nós,
e agora vive e reina para sempre.
Amém!
Aos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, dai-lhes o descanso eterno, Senhor! E que brilhe para eles a vossa luz!