quinta-feira, 3 de outubro de 2024
ENSAIO ÀS VESPERAS DE UM ANIVERSÁRIO
domingo, 29 de setembro de 2024
CONTO AUTORAL: "MEMÓRIAS DE DONA ROSA"
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
HOMENAGEM À REVDA. NILCE PEREIRA CALLISAYA [IGREJA METODISTA EM PIQUETE]
Homenagem à Pastora Nilce que Parte para Novos Caminhos
Autoria: Rafael Victor Ribeiro
domingo, 25 de setembro de 2022
DESAFIOS: ESCUTA, ENCONTRO E JUSTIÇA SOCIAL
sábado, 14 de maio de 2022
NOTA DE FALECIMENTO - TIA LENITA LEITE DA COSTA
[...] e disse: "Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor." Jó 1,21 [...]
Tia Lenita se foi, e agora só nos restam as boas lembranças, as histórias contadas e os bons ensinamentos deixados por ela — que soube viver uma vida boa e construir uma linda família da qual se orgulhava muito. Sempre se doou aos seus, referindo-se a eles como seus tesouros. Tesouros que soube cuidar e proteger muito bem, emanando amor e irradiando luz.
Seu sorriso era sua marca registrada; adorava contar uma história e sempre caía na gargalhada (ainda é possível ouvi-la). Nasceu, cresceu e viveu em Lorena durante algum tempo, mas foi durante a infância de suas filhas que se mudou para Santos-SP, onde fez a sua segunda casa e cidade do coração. Aprendeu a cultivar hábitos simples e saudáveis, como caminhar na orla da praia, tomar água de coco gelada, apreciar o pôr do sol e frequentar a Faculdade da Terceira Idade, onde fez grande parte de suas amizades.
Libriana nata, era dona de um perfil único, apaixonante e, ao mesmo tempo, intimidador: elegante, charmosa, inteligente, criativa, sincera e muito justa em suas ações e relações. Quando adolescente, exibiu seus encantos artísticos em um programa de rádio lorenense, sendo até premiada pelo timbre de voz único e inesquecível.
Amava viajar e conhecer lugares diferentes; sempre que podia, visitava templos grandiosos católicos. Titia era uma mulher de muita fé. No seu aniversário, em 12 de outubro, gostava de passar a data em Aparecida-SP, como ela dizia: "Na casa da mãe!"
E falando em mãe, a família sempre foi sua base; viveu por eles. Muito preocupada com os familiares, vinha com certa frequência a Lorena, embora o ar nostálgico da cidade do interior não lhe fizesse muito bem.
Irmã inseparável da tia Leoní, sofreu muito com sua partida em novembro de 2018. Não havia um dia que não expressasse a saudade que sentia da irmã. Saudade essa que durou três anos e cinco meses; hoje podemos imaginar o reencontro das duas se enchendo de abraços e beijos, matando a saudade do tempo que ficaram separadas uma da outra.
Posso imaginar tia Leoní dizendo: — Nossa, mas porquê você demorou tanto, Lenita?
Para tia Lenita toda dor e sofrimento chegaram ao fim, e tudo se fez novo. Na certeza do amor de Cristo que nos une, entregamos a nossa vida aos cuidados do Senhor, para continuarmos a caminhada com fé e esperança no reencontro vindo futuro.
Nossa gratidão por tudo, tia Lenita! Te amamos!
Orações extraídas do Ofício de Exéquias da tradição Metodista
[Oração de Despedida e Entrega]
Gracioso Deus,
por teu poder nos deste vida,
e em teu amor tu nos dás nova vida em Cristo Jesus.
Entregamos a tia Lenita aos teus cuidados,
pela fé em Jesus Cristo, teu Filho, Nosso Senhor,
que morreu e ressuscitou para nos salvar;
e nos trouxe a alegria da ressurreição
e a glória do teu reino eterno.
Concede, Senhor, o Espírito de Consolação,
a nós que choramos hoje.
Amém.
[Oração para o momento de sepultamento]
Nós, agora, entregamos seu corpo à terra - terra à terra -
cinza à cinza; pó ao pó -
na esperança da ressurreição para a vida eterna
por nosso Senhor Jesus Cristo,
que morreu e foi sepultado,
mas ressurgiu dos mortos
por amor de nós,
e agora vive e reina para sempre.
Amém!
Aos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, dai-lhes o descanso eterno, Senhor! E que brilhe para eles a vossa luz!
domingo, 29 de agosto de 2021
TECENDO A HISTÓRIA DO POVO METODISTA EM PIQUETE: DIÁLOGOS COM O PASSADO
Registro fotográfico da ambientação litúrgica que faz alusão ao capítulo 3
de Lamentações, versículos 21-24, que nos diz assim:
“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do
SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não
têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o
SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.”
Com o espírito de gratidão e louvor ao nosso Deus pelos 92 anos de Metodismo
em Piquete, procuramos construir, com os irmãos e irmãs, uma narrativa
histórica simbólica desses anos que se passaram; anos nos quais o Senhor sempre
se mostrou presente e fiel na vida desta amada Igreja e de todos os seus filhos
e filhas que por aqui passaram, e daqueles e daquelas que ainda resistem ao
tempo ou que se chegam para somar e fazer parte desta linda história do que é
ser Corpo de Cristo.
A palavra “tecer” vem do verbo entrelaçar, agregar, ajuntar metodicamente os
fios — de forma a sobrepor um a um, conforme a imaginação e a criatividade do
artesão.
Albert Einstein, importante físico alemão, dizia que: “A distinção entre o
passado, o presente e o futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.” O
físico acreditava que o ser humano encontra-se imerso na ação do tempo.
Para ele, as ações cotidianas tendem a contribuir para um mesmo fim: o
futuro — pautado nas experiências do passado, que aconteceram em um tempo
presente, mas que agora se tornaram instâncias do tempo que passou.
O passado é aquilo que já não existe mais e, nesse sentido, é impossível
tornar presente o que passou.
A importância do passado na dimensão do tempo presente para o ser humano nos
induz a tratar o futuro sob o aspecto do que ainda não veio, mas que há de vir.
Aqui estão alguns dos fragmentos do passado, que um dia foram presentes, mas
que hoje contam e recontam a história simbólica de um povo santo chamado
Metodista de Piquete.
As fotos ajudam a relembrar aquilo que o tempo deixou registrado, de forma
que não pudesse tornar-se efêmero (passageiro, transitório).
Os tijolos recordam o início das obras nessa Igreja e as muitas mãos que
doaram esforços para a edificação desse importante templo protestante.
Os tijolos também trazem à nossa memória uma passagem bíblica do livro de
Deuteronômio 32:4:
“Ele é a Rocha; suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são
justos; Deus é fiel e sem iniquidade; justo e reto é o Senhor.”
Nossa fé deve estar firmada nessa Rocha, que é Cristo, nosso Senhor e
Salvador.
As velas recordam a Trindade Santa presente em nosso meio e apontam para o
Cristo, que é a luz do mundo e a suprema Divindade.
Ah, o que dizer dos feixes de trigo? Bem, estes fazem recordar as farturas
do Reino. Quantas bênçãos colhemos ao longo dessa caminhada de vida espiritual
e missão de amor, paz e justiça.
Como nem tudo são flores, como diria o ditado popular, ao longo desses
percalços cotidianos da vida, como Igreja, enfrentamos alguns dissabores...
Por vezes, experimentamos o sabor das ervas amargas, que nos trouxeram
ensinamentos e que hoje, através de uma nova perspectiva, podemos enxergar
melhor e com mais maturidade aquilo que antes não era visto nem aproveitado.
São 92 anos de história, 92 anos transmitindo a mensagem do amor de Deus,
nunca deixando de proclamar o Evangelho de Jesus Cristo.
Houve um tempo em que o alto-falante era a marca registrada da Igreja
Metodista nesta cidade. Há quem diga que cresceu ouvindo os hinos aos domingos
de manhã, antes da Escola Dominical.
Hoje, o alto-falante é só recordação, mas, ainda assim, é possível ouvi-lo
ecoar na memória e no coração...
“Oh! Que lindo jardim,
O jardim de oração,
Onde as flores são graça e poder;
Onde Cristo, o Senhor,
Abre as portas do amor,
Eu me sinto feliz em viver!”
E, assim, continuamos resistindo ao tempo, até a vinda daquele que prometeu
nos buscar um dia... Cá estaremos, proclamando o amor de Jesus, tecendo
histórias através dos fragmentos da nossa ancestralidade presente, pois está em
nossas mãos dar continuidade a esta Missão.
Até aqui, o Senhor nos ajudou; até aqui, o Senhor nos sustentou!
sexta-feira, 16 de abril de 2021
ANÁLISE REFLEXIVA DA ÁRIA "AUS LIEBE" - PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS DE JOHANN SEBASTIAN BACH (BWV 244)
Paixão Segundo São Mateus, do compositor luterano Johann Sebastian Bach (BWV 244).
Aus Liebe — Por Amor (1727) — reflete a trajetória sofrida e enfrentada por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A cena representa o interrogatório de Nosso Senhor — Pilatos se dirigindo à população e perguntando quem ele deveria libertar: Jesus ou Barrabás?
A comovente ária foi escrita para soprano, traverso (flauta barroca) e dois oboés de tonalidade um pouco mais grave (oboés da caccia).
A ária nos convida a um exame de consciência e reflexão individual, recordando toda a narrativa em torno da Paixão — do hebraico: passagem.
A tradução do texto em alemão diz mais ou menos assim:
"Por amor quer morrer o meu Salvador.
Ele que não conhece o pecado,
Para que a eterna condenação
e o castigo da justiça
não caiam sobre minh'alma.
Por amor quer meu Salvador morrer."
Gosto de pensar que o traverso (flauta barroca) tece um lindo diálogo com os melismas emitidos pela cantora (soprano), um sobrepondo o outro, formando um casamento perfeito.
Aus Liebe (Por amor) também é repetido algumas vezes para salientar a mensagem inicial que Cristo tomou: o castigo que nos era destinado. A tonalidade menor inicial causa essa ideia de sofrimento, dor.
Os oboés causam em mim a ideia de destino, predestinação: Jesus estava predestinado a passar pelo que passou!
Enfim, uma obra magnífica! Espero que os alunos e amigos apreciem!
"Jesus é o bom pastor, e o bom pastor dá a vida por suas ovelhas" (São João 10:11).
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