sexta-feira, 16 de abril de 2021

ANÁLISE REFLEXIVA DA ÁRIA "AUS LIEBE" - PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS DE JOHANN SEBASTIAN BACH (BWV 244)

Paixão Segundo São Mateus, do compositor luterano Johann Sebastian Bach (BWV 244).

Aus Liebe — Por Amor (1727) — reflete a trajetória sofrida e enfrentada por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A cena representa o interrogatório de Nosso Senhor — Pilatos se dirigindo à população e perguntando quem ele deveria libertar: Jesus ou Barrabás?

A comovente ária foi escrita para soprano, traverso (flauta barroca) e dois oboés de tonalidade um pouco mais grave (oboés da caccia).

A ária nos convida a um exame de consciência e reflexão individual, recordando toda a narrativa em torno da Paixão — do hebraico: passagem.

A tradução do texto em alemão diz mais ou menos assim:

"Por amor quer morrer o meu Salvador.

Ele que não conhece o pecado,

Para que a eterna condenação

e o castigo da justiça

não caiam sobre minh'alma.

Por amor quer meu Salvador morrer."

Gosto de pensar que o traverso (flauta barroca) tece um lindo diálogo com os melismas emitidos pela cantora (soprano), um sobrepondo o outro, formando um casamento perfeito.

Aus Liebe (Por amor) também é repetido algumas vezes para salientar a mensagem inicial que Cristo tomou: o castigo que nos era destinado. A tonalidade menor inicial causa essa ideia de sofrimento, dor.

Os oboés causam em mim a ideia de destino, predestinação: Jesus estava predestinado a passar pelo que passou!

Enfim, uma obra magnífica! Espero que os alunos e amigos apreciem!

"Jesus é o bom pastor, e o bom pastor dá a vida por suas ovelhas" (São João 10:11).




domingo, 28 de junho de 2020

8º e 9º Ano - Semana de 29 de junho a 03 de julho

ARTE 8º e 9º ANO

Olá, alunos!

Espero que estejam bem, muitas saudades!

Hoje falaremos sobre Festa Junina..

Festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o mês de junho. Essa comemoração é comum em todas as regiões do Brasil, especialmente no Nordeste, e foi trazida para o Brasil por influência dos portugueses no século XVI. Inicialmente, a festa possuía uma conotação estritamente religiosa e era realizada em homenagem a santos da Igreja Católica Romana: São João e Santo Antônio.

 

Historiadores apontam que as origens da festa junina estão diretamente relacionadas a festividades pagãs (povos não cristãos) realizadas na Europa na passagem da primavera para o verão, momento chamado de solstício de verão. Essas festas eram realizadas como forma de afastar os maus espíritos e qualquer praga que pudesse atingir a colheita. Para melhor entendermos isso, é preciso considerar que o solstício de verão no hemisfério norte acontece exatamente no mês de junho.
As comemorações realizadas por diferentes povos pagãos europeus começaram a ser cristianizadas a partir do momento em que o Cristianismo se estabelece como a principal região do continente europeu. Assim, a festa originalmente pagã foi incorporada ao calendário festivo da Igreja Católica.
Essa foi uma prática comum da Igreja facilitar a conversão ao cristianismo dos diferentes povos pagãos.
A cristianização da festa está diretamente relacionada ao estabelecimento de comemorações de importantes figuras do catolicismo, exatamente na época da passagem para o verão, entre as quais se destacam Santo Antônio (homenageado dia 13 de junho), São João (dia 24) São Pedro (dia 29).

Alguns artistas utilizaram em suas obras elementos que faziam menção a essa importante festa tradicional. Como é o caso do pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi como veremos aqui.


                       

Conhecendo o Artista:

Alfredo Volpi (1896 — 1988) foi um pintor ítalo-brasileiro considerado um dos artistas mais importantes do movimento modernista no Brasil. O artista é conhecido por pintar bandeirinhas e casarios.
Em 1911 começo a pintar em murais decorativos. Trabalhou com óleo sobre madeira, consagrando-se mais tarde como mestre utilizador de tinta têmpera sobre tela.
Grande colorista, explorou formas para criar suas composições visuais. O artista também trabalhou como pintor decorador em residências, executando trabalho de decoração artística em paredes e murais junto com Antonio Ponce Paz, pintor e escultor espanhol que logo virou seu grande amigo.
Realizou a primeira exposição individual aos 47 anos de idade, expondo no Salão de Maio e na 1ª. Exposição da Família Artística Paulista, no ano de 1938 na cidade de São Paulo.
Na década de 1950 evoluiu para o abstracionismo geométrico, de que é exemplo a série de bandeiras e mastros de festas juninas. Alfredo Volpi recebeu o prêmio de melhor pintor nacional na segunda Bienal de São Paulo, em 1955.

                             

Vídeo Explicativo – Conhecendo o artista Alfredo Volpi



Produção Artística

Para essa aula você irá precisar dos seguintes materiais:

- Papéis Coloridos
- Tesoura
- Revista
- Jornais
- Canetinhas
- Lápis de Cor
- Giz de cera
- Caderno de desenho
- Cola

Você deverá começar cortando os papéis coloridos nas diferentes formas que desejar. Caso não tenha esses papéis em casa, substitua-os por revistas, jornais ou qualquer outro material que tenha em mente.
Com os papéis coloridos cortados e devidamente organizados, em diferentes tamanhos e formas, você deverá montá-lo (Compó-lo) em seu caderno de desenho. É muito importante que reproduza uma composição visual, inspirado na obra – A grande fachada festiva – Alfredo Volpi. A composição deve ser única e bastante criativa.
Você poderá usar os demais materiais indicados para acrescentar desenhos e outras pinturas. Use a criatividade, tenho certeza que sua composição será especial!

Boa produção artística a todos!

Atenciosamente,

Prof. Esp. Rafael Ribeiro