Semana passada,
após concluir nosso estudo sobre linhas e formas, vimos algumas imagens do
artista italo-brasileiro, Alfredo Volpi, responsável por pintar bandeirinhas e casários.
Hoje, iremos falar sobre as tradições folclóricas no Brasil. Nada melhor, do
que falarmos sobre Alfredo Volpi para ilustrarmos o importante mês de junho.
Você já ouviu falar sobre “Festa Junina”?
Festa junina é uma tradicional festividade popular que
acontece durante o mês de junho. Essa comemoração é comum em todas as regiões
do Brasil, especialmente no Nordeste, e foi trazida para o Brasil por
influência dos portugueses no século XVI. Inicialmente, a festa possuía uma
conotação estritamente religiosa e era realizada em homenagem a santos da
Igreja Católica Romana São João e Santo Antônio.
Origem das festas juninas
Historiadores
apontam que as origens da festa junina estão diretamente relacionadas a
festividades pagãs (povos não cristãos) realizadas na Europa na passagem da
primavera para o verão, momento chamado de solstício de verão. Essas festas eram
realizadas como forma de afastar os maus espíritos e qualquer praga que pudesse
atingir a colheita. Para melhor entendermos isso, é preciso considerar que o
solstício de verão no hemisfério norte acontece exatamente no mês de junho.
As comemorações realizadas por
diferentes povos pagãos europeus começaram a ser cristianizadas a partir do
momento em que o Cristianismo se estabelecei como a principal região do
continente europeu. Assim, a festa originalmente pagã foi incorporada ao
calendário festivo da Igreja Católica.
Essa foi uma prática comum da
Igreja facilitar a conversão dos diferentes povos pagãos.
A
cristianização da festa está diretamente relacionada ao estabelecimento de
comemorações de importantes figuras do catolicismo, exatamente na época da
passagem para o verão, entre as quais se destacam Santo Antônio (homenageado
dia 13 de junho), SãoJoão (dia 24)e SãoPedro (dia 29).
Apreciação Visual
Aprendendo
mais sobre Alfredo Volpi:
Como vimos no vídeo anterior
uma das técnicas utilizadas pelo artista, Alfredo Volpi, foi a tinta têmpera.
Tinta que utiliza como base o ovo e pigmentos de cor.
O trabalho do artista caminha
por três aspectos: Composição, cor e pincelada (Movimento do pincél). É por
meio dessas características marcantes que a obra de Volpi se eterniza em
linhas, formas e cores.
Produção Artística:
Inspirado na obra de Alfredo
Volpi – A Grande Fachada Festiva, faça sua própria composição visual, ao usar
formas e figuras geométricas.
Deixo disponível dois exemplos
de composição visual inspirado em Alfredo Volpi.
Para essa aula você irá precisar
dos seguintes materiais:
- Papéis Coloridos
- Tesoura
- Revista
- Jornais
- Canetinhas
- Lápis de Cor
- Giz de cera
- Caderno de desenho
- Cola
Você deverá começar cortando os papéis coloridos nas diferentes formas
que desejar. Caso não tenha esses papéis em casa, substitua-os por revistas,
jornais ou qualquer outro material que tenha em mente.
Com os papéis coloridos cortados e devidamente organizados, em
diferentes tamanhos e formas, você deverá como montá-lo (Compó-lo) em seu
caderno de desenho. É muito importante que reproduza uma composição visual,
inspirado na obra – A grande fachada festiva – Alfredo Volpi. A composição deve
ser única e bastante criativa.
Você poderá usar os demais materiais indicados para acrescentar desenhos
e outras pinturas. Use a criatividade, tenho certeza que sua composição será especial!
Boa composição a todos!
Atenciosamente,
Prof.
Esp. Rafael Ribeiro
(Arte
– Educador)
Para
saber mais sobre o artista plástico Alfredo Volpi acesse:
Educar é crescer. Crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra.
Anísio Teixeira
Agradeço o apoio e a participação de todos os pais e responsáveis, por nos apoiarem durante o processo de ensino-aprendizagem-virtual em tempos de pandemia COVID-19.
Pedro 1º Ano A - Classe da tia Camila - EM. Belarmina Fernandes
(Atv. Tinta têmpera a base de ovo) - com direito a tutorial
* Foto e Vídeo publicado com permissão dos pais
Rafael Chiaradia 2º Ano A - Classe da tia Alexandra - EM. Geraldo Alckimin
(Atv. Tinta têmpera a base de ovo)
* Foto publicada com permissão dos pais
Rodrigo Gouveia 1º Ano A - Classe da tia Teka - EM. Francisco Prudente de Aquino
(Atv. Tinta têmpera a base de ovo)
* Foto publicada com permissão dos pais
José 3º Ano B - Classe da tia Kesley - EM. Geraldo Alckiminn
(Atv. Tinta têmpera a base de ovo)
* Foto publicada com permissão dos pais
Gustavo Luiz 3º Ano A - Classe da tia Mari - EM. Francisco Prudente de Aquino
(Atv. Tinta têmpera a base de ovo)
* Foto publicada com permissão dos pais
Paulo Henrique 3º Ano A - Classe da tia Mari - EM. Francisco Prudente de Aquino
(Atv. Tinta têmpera a base de ovo)
* Foto publicada com permissão dos pais
Miguel Caldeira 2º Ano A - Classe do tio Lucas - EM. Francisco Prudente de Aquino
Nessa
semana daremos continuidade ao estudo anterior sobre Fotografia/Fotopintura.
A
todo momento vivemos em constante diálogo com nossa ancestralidade somada a
realidade de quem somos. Tudo é fruto da identidade individual, cujo
envolvimento se dá por nossas histórias, e narrativas cotidianas que guardamos
ao longo do tempo (memória).
A
todo momento pessoas lêem a nossa imagem, o que nos faz pensar, que nos
construímos de acordo com as experiências que adquirimos no dia-a-dia.
Quando
pensamos em patrimônios culturais, muitas vezes nos vem à cabeça, o desejo de
viajar e conhecer novos lugares, tradições diversas que não estão presentes em
nossos locais de convivência secular.
A
artista Chiharu Shiota, uma artista plástica japonesa utilizou-se das linhas
para dar forma ao seu trabalho que envolvia memória, identidade e
ancestralidade. Ela pediu às pessoas que doassem sapatos, e que cada doador
escrevesse um bilhete preso à sua doação. O objetivo era que todos pudessem
expressar seus sentimentos e memórias, tecendo assim, o “diálogo com o DNA”.
A fotografia
nos permite eternizar o que foi vivido, para que tudo não se perca no
tempo/espaço e seja transformado em efêmero (passageiro - transitório). Por
esse motivo, usamos a fotografia para registrar nossas histórias, a fim de que
sejam tecidas nossas memórias.
Apreciação Visual
“Diálogo com o DNA” – Chiharu Shiota
Produção Artística:
8º e
9º - Durante essa semana vocês deverão escrever um texto de memória inspirado
na processo criativo anterior: “Reflexões sobre a quarentena” – essa atividade
é em conjunto com a disciplina de Língua Portuguesa (Prof. Mariley). Para que
possa escrever o texto de memória é necessário que siga as instruções
(questionário) exigidas pela professora Mariley. Se atente para escrever como
tem sido sua experiência com a quarentena.
Quais
lições você consegue extrair diante desse fato que temos vivido?
O que mudou em sua rotina durante a
quarentena?
Para você, qual importância do ensino presencial?
Ensino à distância é realmente viável?
Quais os desafios você encontra com
relação ao ensino à distância?
Do que mais você tem sentido falta em
sua vida secular?
Após o término do texto de memória
registre um desenho que ilustre e expresse o que foi escrito por você.
ATENÇÃO
O aluno/a que mais se destacar com a
escrita será premiado pela escola.
Olá, queridos alunos. Nessa
semana vamos recordar o assunto que estamos trabalhando ao longo de nossas
aulas de arte.
Como sabem, estamos em “processo
de criação”, cujo tema a ser desenvolvido é inspirado na obra musical
intitulada de “Amanhecer” do compositor norueguês Edward Grieg.
Ao longo das semanas anteriores
trabalhamos o tema nas diferentes linguagens artísticas: Dança, Teatro, cinema
de animação (Stop Motion) e música.
Hoje abordaremos dentro das artes
visuais.
Você sabia que muitos artistas plásticos,
pintores, relacionam música a suas produções artísticas?
Falaremos a seguir de alguns
importantes nomes da arte contemporânea.
Você já ouviu falar sobre Arte
Cinética?
A “arte
cinética” ou “cinetismo”
é um movimento artístico moderno das artes plásticas que surgiu em Paris, na
década de 1950. O termo cinética determina uma arte que é caracterizada pelo
movimento, relacionado ao caráter estático (parado) de uma pintura ou escultura.
Artistas dessa linha
estética, especialmente aqueles que trabalham com arte abstrata (Abstracionismo
– que sai fora do padrão convencional), propõem gerar no apreciador
(espectador) uma ilusão de óptica.
Um dos maiores
exemplos de arte cinética é o estadunidense Alexander Calder (1898-1976), que ficou muito conhecido por seus
“Móbiles” (desenho em quatro dimensões), um tipo de escultura com peças que se
movimentam, seja pela ação dos ventos ou por motores de energia.
Ainda que seja Calder
o mais lembrado quando se fala de “mobiles”,
foi o artista francês Marcel Duchamp
(1887-1968) seu criador.
Na física, a palavra
“cinética” refere-se ao estudo da ação das forças na mudança de movimento dos
corpos. Esse termo é também utilizado na química, biologia e filosofia.
Apreciação
Visual
Alexander
Calder em “instalações móbiles”
Escultura “Móbile”
Vídeo: Arte Cinética
(Parte Histórica)
Op. Arte (Complementar)
ABRAHAM PALATNICK
Abraham
Palatnik (Natal, Rio Grande do Norte, 1928 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
2020). Artista cinético, pintor, desenhista. Considerado um dos pioneiros da
chamada arte tecnológica no Brasil, expande os caminhos das artes visuais ao
relacionar arte, ciência e tecnologia. De modo criativo, e ao longo de seus
mais de 60 anos de carreira, desenvolve maquinários com experimentações
artísticas e estéticas diversas.
Em 1932, muda-se com a família para a
região onde atualmente se localiza o estado de Israel. De 1942 a 1945, estuda
na Escola Técnica Montefiori, em Tel Aviv, e se especializa em motores de
explosão. Inicia seus estudos de arte no ateliê do pintor Haaron Avni
(1906-1951) e do escultor Sternshus e estuda estética com Shor. Frequenta o
Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv, entre 1943 e 1947, onde tem aulas de
desenho, pintura e estética. Produz pinturas de paisagens, retratos e
naturezas-mortas. O crítico Frederico Morais (1936) comenta os desenhos dessa
época, dizendo que "a grafite, a linha é ágil, fluente, quase
lírica". No desenho a carvão, "o traço negro é firme, sólido,
realista, por vezes expressionista".1
O contato com os artistas e as
discussões conceituais com Mário Pedrosa fazem Palatnik romper com os critérios
convencionais de composição. Diz o artista: "O impacto das visitas ao
Engenho de Dentro e as conversações com Mário Pedrosa demoliram minhas
convicções em relação à arte".2 Palatnik
deixa de pensar a qualidade da obra baseando-se no manejo realista das tintas e
na associação da arte com o motivo. Sua pintura e escultura abandonam os
critérios escolares de composição e partem para relações livres entre formas e
cores.
Por volta de 1949, inicia estudos no
campo da luz e do movimento. Após pintar algumas telas construtivas, começa a projetar máquinas em que a
cor aparece se movendo. Com base nesses experimentos são criadas caixas de
telas com lâmpadas que se movimentam por mecanismos acionados por motores.
Mário Pedrosa chama as invenções de Aparelhos
Cinecromáticos, mostrados pela primeira vez em 1951, na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em seu primeiro texto sobre
Palatnik, Pedrosa descreve esses aparelhos como caixas em que ele "projeta
sobre a tela ou outro qualquer material semitransparente composições de formas
coloridas em movimento". O trabalho é pioneiro no uso artístico de
fontes luminosas artificiais.
Em 1953 o artista expõe novos Cinecromáticos, na 2ª
Bienal Internacional de São Paulo e na 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Hotel Quitandinha. O envolvimento
com questões construtivas e o diálogo permanente com artistas como Ivan Serpa e
Almir Mavignier levam-no a participar da criação do Grupo Frente, em 1954. No mesmo ano expõe na
primeira coletiva do grupo, na Galeria Ibeu, Rio de Janeiro.
A partir de 1959, leva o movimento
para o campo tridimensional. Cria trabalhos em que campos eletromagnéticos
acionam pequenos objetos colocados em caixas fechadas. Ao mesmo tempo que inventa
peças com que explora as possibilidades tecnológicas da arte, o artista faz
quadros em superfícies bidimensionais. Em 1962, inicia a série Progressões, na qual
compõe efeitos óticos ao utilizar faixas sobre uma superfície. No trabalho, usa
materiais como madeira, cartões, cordas e poliéster.
Em 1964, nascem os Objetos Cinéticos. O
artista cria esculturas de arame, formas coloridas e fios que se movem
acionados por motores e eletroímãs. As peças se assemelham aos móbiles do
escultor norte-americano Alexander Calder (1898), mas se diferenciam deles por
se moverem com regularidade mecânica segundo a dinâmica planejada. Os Aparelhos Cinecromáticos são
exibidos na Bienal de Veneza em 1964. A participação nessa mostra dá projeção
internacional ao artista, que passa a ser considerado um dos precursores da
arte cinética. Tal reconhecimento leva-o a participar, em 1964, da mostra
internacional de arte cinética Mouvement 2, na Galeria Denise René, em Paris.
Frederico Morais organiza em 1999 mostras retrospectivas de Palatnik no Itaú
Cultural, em São Paulo, e no Museu de Arte Contemporânea
(MAC-Niterói).
Ao
criar composições que partem da cor, mas ultrapassam o limite da pintura, o
artista é consagrado pioneiro em explorar as conquistas tecnológicas na criação
de vanguarda brasileira, habilitando as máquinas para gerar obras de arte.
Abraham Palatnick
Conheça
mais:
PRODUÇÃO
ARTÍSTICA
Após o estudo anterior
sobre arte cinética experimente construir um “pêndulo de pintura”.
Para confeccionar a produção
artística cinética você irá precisar dos seguintes materiais:
·2
cadeiras
·1
vassoura
·1
garrafa pet
·Tinta
guache
·Barbante
·Cartolina
branca
ATENÇÃO:
·Caso não tenha tinta guache você poderá experimentar confeccionar tinta
ecológica a partir de misturas de pigmentos naturais (urucum, canela, terra e
outros). Deixarei a receita do passo-a-passo de como confeccionar tinta
ecológica.
·Caso não tenha cartolina você poderá substituí-la por qualquer outro
material (papelão, papel crafit e outros).
Procedimento Artístico:
1
– Posicione duas
cadeiras cujo acento esteja para o lado de fora.
2
– Posicione sua
cartolina ou papelão no centro das duas cadeiras. Em seguida pendure um cabo de
vassoura de uma ponta a outra. Se atente para que ele não caia, se preciso for,
amarre-o na cadeira.
3
-Amarre o barbante de uma ponta a outra na garrafa pet.
Faça um furo médio na tampa.
5
– Misture bem a tinta
guache (ou tinta ecológica) com água e bata até o líquido ficar concentrado.
6
- Tampe o furo da garrafa pet com seu dedo, jogue a tinta
sobre a garrafa e experimente girar o pêndulo em movimento horário ou
anti-horário. Vá experimentando conhecer o material até sentir que o efeito
(visual) esteja agradável ao olhar. Bom experimento estético!