domingo, 31 de maio de 2020

01 a 05 de junho - 8º e 9º Ano - Arte e Tecnologia no Cinema


ARTE E TECNOLOGIA NO CINEMA

Olá, alunos! Saudades de todos!

Hoje falaremos sobre cinema..

O desenvolvimento do cinema foi resultado de uma série de experimentos e invenções que tinhamo propósito de gerar ou capturar um efeito de movimento.
O taumatoscópio, criado pelo irlandês William Fitton (1780 a 1861) em 1825, foi uma dessas invensões. Trata-se de um aparelho feito com um círculo de papelão, onde são desenhadas duas imagens, uma em cada lado. O círculo é perfurado em duas laterais, onde é amarrada uma linha dupla, torcida. Essa linha, ao ser esticada, faz o papelão girar rapidamente. Nossos olhos, então, percebem as duas imagens como uma só.






Várias outras tecnologias surgiram durante o mesmo período, entre elas o fenacistoscópio, o zootropo e o praxinoscópio, todas capazes de gerar uma impressão de movimentos. Esses objetos, geralmente utilizados como brinquedos, saõ também considerados precursores do cinema de animação.

No fenacistoscópio, uma sequência de imagens é inserida em um disco. No centro do objeto existe um furo onde um cabo é encaixado. Quando o disco é girado, como um cata-vento, as imagens parecem ganhar movimento.




Fenacistoscópio criado na Bélgica em 1833


O fotógrafo inglês Eadweard Muybridge (1830 – 1904) também se inspirou na técnica de utilizar sequências fotográficas para criar a impressão  de movimento. Por volta da déca de 1970, Muybridge instalou 24 máquinas fotográficas ao longo de uma pista de corrida de cavalos. O resultado foi a captura de um cavalo à medida que galopava , que quando visualizadas em sequência geraram a impressão de movimento.


A técnica de funcionamento do praxinoscópio, inventado pelo francês Emile Reynaud (1844 – 1918) em 1877, consiste em uma tira de imagens sequenciais inserida em um cilindro que é impulsionado por uma palia.

A movimentação do cilindro gera um efeito de animação nas imagens.



Praxinoscópio e tiras de imagens sequenciais


Em 1889, o escocês William Kennedy Laurie Dickson (1860 – 1935) inventou o cinetoscópio, uma máquina com engrenagens que rodava uma tira de 15 cm de celuloide, possibilitando que uma pessoa de cada vez pudesse visualizar as imagens em um movimento em loop.


Foi somente em 1895 que os irmãos franceses Auguste e Louis Lumiére patentearam o cinematógrafo, máquina inventada por Léon Bouly (1872 – 1932) em 1892, que filmava e projetava imagens em movimento. Os irmãos, assim, ganharam o título de inventores do cinema.


Os irmãos Lumiére fizeram várias pequenas gravações, cerca de 1 400 no total, como maneira de divulgar o cinematógrafo. Entre elas, o filme conhecido como “A chegada de um trem na estação” foi o primeiro a ser exibido ao público, em 1896.


Com o desenvolvimento técnico do cinematógrafo, o cinema passou a usar essas imagens em movimento para contar histórias. Em primeiro momento, os filmes eram em preto e branco, e não possuíam áudio. Os diálogos apareciam na tela e a trilha sonora era realizada, em geral, por pianistas, em frente à plateia, durante a exibição dos filmes. As narrativas cinematográficas se adaptaram e foram alteradas com alguns adventos tecnológicos da linguagem, como a chegada das cores e do som e, mais tarde, dos efeitos especiais em computador.


Celuloide – matéria prima de filmes fotográficos.


Loop – palavra derivada da lingua inglesa, que significa laço, circulo ou sequência. Nessecaso, refere-se à repetiçãodas imagen sequenciadas, que reproduz o mesmo movimento inúmeras vezes.





Vídeos Explicativos

Uma breve história do cinema



 Extra


Cinetoscópio


Produção Artística

· Após o estudo do capítulo produza um taumatroscópio.

· Assista o vídeo tutorial indicativo e em seguida crie cinco desenhos/cenas diferentes (taumatroscópio).

· Você deverá pensar numa história antes de produzir suas imagens, de forma que elas relacionem-se com sua narração.

· Cada taumatroscópio será comparado há uma cena.

· Você deverá posicionar a câmera de celular de maneira que apareça somente as imagens.

· Seu vídeo em taumatroscópio (história) não deverá ultrapassar o tempo limite de 2 minutos. Não se esqueça de usar os muitos aplicativos de edição de vídeos disponíveis pelo play story.

· Faça uma abertura antes do início da animação. É importante que apresente seu nome,  nome de sua animação (filme), ano/série em que estuda, nome da disciplina (Arte), e nome do professor (Rafael Ribeiro).

· Escolha uma música animada para colocar de fundo. Ela deve ter relação com as imagens (desenhos).

· Assistam todos os vídeos, inclusive aos vídeos listados como exemplos de atividades.


Videos sugestão de tutoriais – Taumatroscópio






Boa produção artística, divirtam-se!

Atenciosamente,

Prof. Esp. Rafael Ribeiro

(Arte – Educador)

e-mail: cantinhodaarteeducacao@gmail.com


01 a 05 de junho - 6º e 7º Ano - O boi na cultura popular (Artes Integradas)



ARTES INTEGRADAS

O boi é uma figura central em muitas festas da cultura popular brasileira. Eles costumam ocorrer no período junino ou natalino em várias localidades de muitos estados do país. Nessas diversas manifestações populares, a representação do boi está associada a muitas simbologias. Sua vitalidade é uma constante dos festejos, e ao seu retorno existe um conjunto de personagens e ações cujas referências remontam à matrizes culturais que formam a base da cultura do Brasil: indígena, a europeia e a africana.

Conhecer

O boi na cultura popular brasileira

No Brasil, as manifestações da cultura popular que ocorrem em torno da figura do boi e são conhecidas pelo nome de brincadeiras de boi. As pessoas que participam dessas manifestações populares são chamadas de brincantes, pois como o próprio nome ja expressa, a brincadeira é uma característica muito importante desses folguedos. As pessoas vestem roupas e acessórios confeccionados com muitas cores e diferentes texturas. O adereço no formato do boi é a fantasia principal do folgueto, pois o animal é o protagonista da lenda popular que inspira a festividade. Na história, um boi, o mais bonito de uma comunidade, volta à vida após ter sido morto.
Nos folguetos, as brincantes se reúnem para celebrar a morte e a ressurreição do boi.
O festejo é realizado por meio da dança, do canto, da interpretação dos personagens que fazem parte da lenda e da construção de adereços e fantasias.




         A brincadeira (do boi) aciona diferentes linguagens  expressivas: há música (No conjunto de instrumentos, voz falada e cantada); há também bailados (nas coreografias específicas para personagens e fases de brincadeiras), há também drama (nas sequências de ação nas quais interagem certos personagens da brincadeira.


CAVALCANTI, Maria Luiza Viveiros de Castro. Tema e variante do mito: sobre a morte e a ressurreição do boi. Mana: estudos de antropologia social, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, 2006. P. 74.



Em diversas formas do folguedo há efetivamente a presença de um sistema de personagens e ações reunidos em torno do tema da morte e da ressurreição do boi. Essa presença manifesta-se de vários modos. O boi – emblema e artefato – é sempre figurado em objetos, desenhos, pinturas e bordados. Nas performances, indumentárias variadas e características que compõem os tipos cênicos. Coreografias particulares acompanham essas figuras e, em alguns casos, também a participaçãodo público.



Folguedo: Festa popular com um tema tradicional específica de um grupo de pessoas ou religião.


Bumba meu boi



Bumba meu boi – Luiz Gonzaga


Documentário




Produção Artística


Após o término do estudo construa um bumba-meu-boi a partir de materiais recicláveis (Caixa de papelão, caixa de leite, garrafa pet, latinhas de refrigerantes, copinhos de danone, rolinhos de papel higiênico entre outros).
Você poderá acrescentar ou substituir os materiais mencionados, é importante que seja criativo.


Colocarei algumas sugestões de links para que possam se inspirar e criar um “Bumba-meu-boi” a maneira original de cada um.


Sugestões de vídeos – produção artística








Boa produção artística a todos!


Atenciosamente,


Prof. Esp. Rafael Ribeiro

01 a 05 e 08 a 12 de junho - 4º e 5º Ano - Alfredo Volpi / Teatro de Mamulengos




ARTE 4º e 5º ANO


Olá, crianças! Saudades!

Sejam bem-vindos a mais uma aula de arte.

Semanas: 01 a 05 de Junho e 08 a 12 de junho

Na semana passada produzimos em casa o teatro de fantoches, onde contamos um pouquinho sobre nossas experiências e memórias familiares. Eu, tio Rafael, fiquei bastante feliz de conhecer um pouquinho da história de cada um de vocês. Estão todos de parabéns!

Nessa semana vamos estudar sobre a vida e obra do artista plástico ítalo-brasileiro, Alfredo Volpi (1896 – 1988).




Conhecendo o Artista:

Alfredo Volpi (1896 — 1988) foi um pintor ítalo-brasileiro considerado um dos artistas mais importantes do movimento modernista. O artista é conhecido por pintar bandeirinhas e casarios.
Começou a pintar em 1911, executando murais decorativos. Trabalhou com óleo sobre madeira, consagrando-se como mestre utilizador de tinta têmpera sobre tela.
Grande colorista, explorou formas para criar suas composições visuais. O artista também trabalhou como pintor decorador em residências, executando trabalho de decoração artística em paredes e murais junto com Antonio Ponce Paz, pintor e escultor espanhol que logo virou um grande amigo de Volpi. 
Realizou a primeira exposição individual aos 47 anos de idade, expondo no Salão de Maio e na 1ª. Exposição da Família Artística Paulista, no ano de 1938 na cidade de São Paulo.
Na década de 1950 evoluiu para o abstracionismo geométrico, de que é exemplo a série de bandeiras e mastros de festas juninas. Alfredo Volpi recebeu o prêmio de melhor pintor nacional na segunda Bienal de São Paulo, em 1953.

Apreciação Visual (Conhecendo algumas obras)






Você já ouviu falar sobre “Festa Junina”?

Festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o mês de junho. Essa comemoração é comum em todas as regiões do Brasil, especialmente no Nordeste, e foi trazida para o Brasil por influência dos portugueses no século XVI. Inicialmente, a festa possuía uma conotação estritamente religiosa e era realizada em homenagem a santos da Igreja Católica Romana São João e Santo Antônio.

Origem das festas juninas

 

Historiadores apontam que as origens da festa junina estão diretamente relacionadas a festividades pagãs (povos não cristãos) realizadas na Europa na passagem da primavera para o verão, momento chamado de solstício de verão. Essas festas eram realizadas como forma de afastar os maus espíritos e qualquer praga que pudesse atingir a colheita. Para melhor entendermos isso, é preciso considerar que o solstício de verão no hemisfério norte acontece exatamente no mês de junho.
As comemorações realizadas por diferentes povos pagãos europeus começaram a ser cristianizadas a partir do momento em que o Cristianismo se estabelece como a principal região do continente europeu. Assim, a festa originalmente pagã foi incorporada ao calendário festivo da Igreja Católica.
Essa foi uma prática comum da Igreja facilitar a conversão dos diferentes povos pagãos.
A cristianização da festa está diretamente relacionada ao estabelecimento de comemorações de importantes figuras do catolicismo, exatamente na época da passagem para o verão, entre as quais se destacam Santo Antônio (homenageado dia 13 de junho), São João (dia 24) São Pedro (dia 29).


Para contextualizar (Assista):





Produção Artística:

Para essa aula você irá precisar dos seguintes materiais:

- Papéis Coloridos
- Tesoura
- Revista
- Jornais
- Canetinhas
- Lápis de Cor
- Giz de cera
- Caderno de desenho
- Cola

Você deverá começar cortando os papéis coloridos nas diferentes formas que desejar. Caso não tenha esses papéis em casa, substitua-os por revistas, jornais ou qualquer outro material que tenha em mente.
Com os papéis coloridos cortados e devidamente organizados, em diferentes tamanhos e formas, você deverá montá-lo (Compó-lo) em seu caderno de desenho. É muito importante que reproduza uma composição visual, inspirado na obra – A grande fachada festiva – Alfredo Volpi. A composição deve ser única e bastante criativa.
Você poderá usar os demais materiais indicados para acrescentar desenhos e outras pinturas. Use a criatividade, tenho certeza que sua composição será especial!
Boa composição a todos!




Semana 08 a 12 de junho

Você já ouviu falar em Teatro de Mamulengos?

Mamulengo é um tipo de fantoche típico do nordeste brasileiro, especialmente do estado de Pernambuco.
 A origem do nome é controversa, mas acredita-se que ela se originou de mão molenga, mão mole, ideal para dar movimentos vivos ao fantoche. Um ou mais manipuladores dão voz e movimento aos bonecos.



O Mamulengo faz parte da cultura popular nordestina, sendo praticada desde a época  de colonização do Brasil. Retrata situações cotidianas do povo que a pratica.

Em 2015, os bonecos de Mamulengos, foram reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil.



Na cidade Olinda-PE o Espaço Tiridá - Museu do Mamulengo procura preservar a tradição dos bonecos, contando em seu acervo com cerca de mil e quinhentas peças, além de realizar apresentações e oficinas diárias.



O Museu é mantido pela Prefeitura de Olinda, mantendo peças antigas e preservando a memória de mestres populares desta arte, como Saúba, Tonho de Pombos, Luiz da Serra, Pedro Rosa, Zé Lopes, Antônio Biló, Manuel Marcelino.


Em Glória do Goitá, cidade da zona da mata de Pernambuco, conhecida como a "Capital do Mamulengo", também há o Museu do Mamulengo, que é dirigido pela Associação dos Mamulengueiros e Artesãos da Glória do Goitá, promovendo sempre apresentações e oficinas. Sem contar que, no próprio museu, podemos encontrar artesãos e mamulengueiros diariamente. Além de vivenciar o folguedo, ainda há bonecos reservados para venda, confeccionados pelos próprios artesãos e pelos Mestres José Lopes, Mestre Bila, Titinha, Mestre Gilberto Lopes.

Assista (Conhecendo o Museu do Mamulengo):



Produção Artística

Após ter assistido e conhecido o museu do mamulengo, em Olinda-PE, experimente construir seu próprio boneco. Você poderá usar diversos materiais como: rolinhos de papel higiênico, caixas de leite, garrafa Pet, retalhos de roupas, feltros, papelão entre muitos outros. Use a imaginação e criatividade na hora de produzir o personagem.
É muito importante que ele tenha um nome, uma história ou uma situação cômica que tenha passado. Você poderá se inspirar em alguém que conhece ou alguma situação que tenha vivenciado.

Ao terminar faça uma apresentação em vídeo, para que seus colegas possam se divertir. Não se esqueçam de adentrar ao mundo do teatro, é muito importante que se atentem para a entonação da voz ao representar o personagem escolhido. Bonecos mamulengos são inspirados folclóricas e históricas que retratam a identidade cultural de um povo.
Bom processo de criação!

Atenciosamente,

Prof. Esp. Rafael Ribeiro
(Arte – Educador)
Para saber mais sobre o artista plástico Alfredo Volpi acesse:

Para saber mais sobre o Museu do Mamulengo acesse: