O desenvolvimento do cinema foi
resultado de uma série de experimentos e invenções que tinhamo propósito de
gerar ou capturar um efeito de movimento.
O taumatoscópio, criado pelo irlandês
William Fitton (1780 a 1861) em 1825, foi uma dessas invensões. Trata-se de um
aparelho feito com um círculo de papelão, onde são desenhadas duas imagens, uma
em cada lado. O círculo é perfurado em duas laterais, onde é amarrada uma linha
dupla, torcida. Essa linha, ao ser esticada, faz o papelão girar rapidamente.
Nossos olhos, então, percebem as duas imagens como uma só.
Várias outras tecnologias
surgiram durante o mesmo período, entre elas o fenacistoscópio, o zootropo e o
praxinoscópio, todas capazes de gerar uma impressão de movimentos. Esses
objetos, geralmente utilizados como brinquedos, saõ também considerados
precursores do cinema de animação.
No fenacistoscópio, uma
sequência de imagens é inserida em um disco. No centro do objeto existe um furo
onde um cabo é encaixado. Quando o disco é girado, como um cata-vento, as
imagens parecem ganhar movimento.
Fenacistoscópio criado na Bélgica em
1833
O fotógrafo inglês Eadweard Muybridge
(1830 – 1904) também se inspirou na técnica de utilizar sequências fotográficas
para criar a impressão de movimento. Por
volta da déca de 1970, Muybridge instalou 24 máquinas fotográficas ao longo de
uma pista de corrida de cavalos. O resultado foi a captura de um cavalo à
medida que galopava , que quando visualizadas em sequência geraram a impressão
de movimento.
A técnica de funcionamento do
praxinoscópio, inventado pelo francês Emile Reynaud (1844 – 1918) em 1877,
consiste em uma tira de imagens sequenciais inserida em um cilindro que é
impulsionado por uma palia.
A movimentação do cilindro gera
um efeito de animação nas imagens.
Praxinoscópio e tiras de imagens
sequenciais
Em 1889, o escocês William
Kennedy Laurie Dickson (1860 – 1935) inventou o cinetoscópio, uma máquina com
engrenagens que rodava uma tira de 15 cm de celuloide, possibilitando que uma
pessoa de cada vez pudesse visualizar as imagens em um movimento em loop.
Foi somente em 1895 que os irmãos
franceses Auguste e Louis Lumiére patentearam o cinematógrafo, máquina
inventada por Léon Bouly (1872 – 1932) em 1892, que filmava e projetava imagens
em movimento. Os irmãos, assim, ganharam o título de inventores do cinema.
Os irmãos Lumiére fizeram várias
pequenas gravações, cerca de 1 400 no total, como maneira de divulgar o
cinematógrafo. Entre elas, o filme conhecido como “A chegada de um trem na
estação” foi o primeiro a ser exibido ao público, em 1896.
Com o desenvolvimento técnico do
cinematógrafo, o cinema passou a usar essas imagens em movimento para contar
histórias. Em primeiro momento, os filmes eram em preto e branco, e não
possuíam áudio. Os diálogos apareciam na tela e a trilha sonora era realizada,
em geral, por pianistas, em frente à plateia, durante a exibição dos filmes. As
narrativas cinematográficas se adaptaram e foram alteradas com alguns adventos
tecnológicos da linguagem, como a chegada das cores e do som e, mais tarde, dos
efeitos especiais em computador.
Celuloide – matéria prima de
filmes fotográficos.
Loop – palavra derivada da lingua
inglesa, que significa laço, circulo ou sequência. Nessecaso, refere-se à
repetiçãodas imagen sequenciadas, que reproduz o mesmo movimento inúmeras
vezes.
Vídeos Explicativos
Uma breve história do cinema
Extra
Cinetoscópio
Produção Artística
·Após o estudo do capítulo produza
um taumatroscópio.
·Assista o vídeo tutorial
indicativo e em seguida crie cinco desenhos/cenas diferentes (taumatroscópio).
·Você deverá pensar numa história antes
de produzir suas imagens, de forma que elas relacionem-se com sua narração.
·Cada taumatroscópio será
comparado há uma cena.
·Você deverá posicionar a câmera
de celular de maneira que apareça somente as imagens.
·Seu vídeo em taumatroscópio
(história) não deverá ultrapassar o tempo limite de 2 minutos. Não se esqueça
de usar os muitos aplicativos de edição de vídeos disponíveis pelo play story.
·Faça uma abertura antes do início
da animação. É importante que apresente seu nome,nome de sua animação (filme), ano/série em
que estuda, nome da disciplina (Arte), e nome do professor (Rafael Ribeiro).
·Escolha uma música animada para
colocar de fundo. Ela deve ter relação com as imagens (desenhos).
·Assistam todos os vídeos,
inclusive aos vídeos listados como exemplos de atividades.
O boi é uma figura central em
muitas festas da cultura popular brasileira. Eles costumam ocorrer no período
junino ou natalino em várias localidades de muitos estados do país. Nessas
diversas manifestações populares, a representação do boi está associada a
muitas simbologias. Sua vitalidade é uma constante dos festejos, e ao seu
retorno existe um conjunto de personagens e ações cujas referências remontam à
matrizes culturais que formam a base da cultura do Brasil: indígena, a europeia
e a africana.
Conhecer
O
boi na cultura popular brasileira
No Brasil, as manifestações da
cultura popular que ocorrem em torno da figura do boi e são conhecidas pelo
nome de brincadeiras de boi. As pessoas que participam dessas manifestações
populares são chamadas de brincantes, pois como o próprio nome ja expressa, a
brincadeira é uma característica muito importante desses folguedos. As pessoas
vestem roupas e acessórios confeccionados com muitas cores e diferentes
texturas. O adereço no formato do boi é a fantasia principal do folgueto, pois
o animal é o protagonista da lenda popular que inspira a festividade. Na
história, um boi, o mais bonito de uma comunidade, volta à vida após ter sido
morto.
Nos folguetos, as brincantes
se reúnem para celebrar a morte e a ressurreição do boi.
O festejo é realizado por meio
da dança, do canto, da interpretação dos personagens que fazem parte da lenda e
da construção de adereços e fantasias.
A brincadeira (do boi) aciona diferentes linguagensexpressivas: há música (No conjunto de
instrumentos, voz falada e cantada); há também bailados (nas coreografias
específicas para personagens e fases de brincadeiras), há também drama (nas
sequências de ação nas quais interagem certos personagens da brincadeira.
CAVALCANTI, Maria Luiza Viveiros de Castro.
Tema e variante do mito: sobre a morte e a ressurreição do boi. Mana: estudos
de antropologia social, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, 2006. P. 74.
Em diversas formas do folguedo há
efetivamente a presença de um sistema de personagens e ações reunidos em torno
do tema da morte e da ressurreição do boi. Essa presença manifesta-se de vários
modos. O boi – emblema e artefato – é sempre figurado em objetos, desenhos,
pinturas e bordados. Nas performances, indumentárias variadas e características
que compõem os tipos cênicos. Coreografias particulares acompanham essas
figuras e, em alguns casos, também a participaçãodo público.
Folguedo: Festa popular com um tema tradicional
específica de um grupo de pessoas ou religião.
Bumba
meu boi
Bumba
meu boi – Luiz Gonzaga
Documentário
Produção Artística
Após o término do estudo construa um
bumba-meu-boi a partir de materiais recicláveis (Caixa de papelão, caixa de
leite, garrafa pet, latinhas de refrigerantes, copinhos de danone, rolinhos de
papel higiênico entre outros).
Você poderá acrescentar ou substituir
os materiais mencionados, é importante que seja criativo.
Colocarei algumas sugestões de links para
que possam se inspirar e criar um “Bumba-meu-boi” a maneira original de cada um.
Na semana passada produzimos em casa o teatro de
fantoches, onde contamos um pouquinho sobre nossas experiências e memórias
familiares. Eu, tio Rafael, fiquei bastante feliz de conhecer um pouquinho da história
de cada um de vocês. Estão todos de parabéns!
Nessa semana vamos estudar sobre a vida e obra do artista
plástico ítalo-brasileiro, Alfredo Volpi
(1896 – 1988).
Conhecendo o Artista:
Alfredo
Volpi (1896 — 1988) foi um pintorítalo-brasileiro considerado um dos artistas mais
importantes do movimento modernista. O artista é conhecido por pintar
bandeirinhas e casarios.
Começou
a pintar em 1911, executando murais decorativos.
Trabalhou com óleo sobre
madeira, consagrando-se como mestre utilizador de tinta têmpera sobre
tela.
Grande
colorista, explorou formas para criar suas composições visuais. O artista
também trabalhou como pintor decorador em residências, executando trabalho de
decoração artística em paredes e murais junto com Antonio Ponce
Paz, pintor e escultor espanhol que logo virou um grande amigo de
Volpi.
Realizou
a primeira exposição individual aos 47 anos de idade, expondo no Salão de Maio
e na 1ª. Exposição da Família Artística Paulista, no ano de 1938 na cidade de
São Paulo.
Festa junina é uma tradicional festividade popular que
acontece durante o mês de junho. Essa comemoração é comum em todas as regiões
do Brasil, especialmente no Nordeste, e foi trazida para o Brasil por
influência dos portugueses no século XVI. Inicialmente, a festa possuía uma
conotação estritamente religiosa e era realizada em homenagem a santos da
Igreja Católica Romana São João e Santo Antônio.
Origem das festas juninas
Historiadores
apontam que as origens da festa junina estão diretamente relacionadas a
festividades pagãs (povos não cristãos) realizadas na Europa na passagem da
primavera para o verão, momento chamado de solstício de verão. Essas festas eram
realizadas como forma de afastar os maus espíritos e qualquer praga que pudesse
atingir a colheita. Para melhor entendermos isso, é preciso considerar que o
solstício de verão no hemisfério norte acontece exatamente no mês de junho.
As comemorações realizadas por
diferentes povos pagãos europeus começaram a ser cristianizadas a partir do
momento em que o Cristianismo se estabelece como a principal região do
continente europeu. Assim, a festa originalmente pagã foi incorporada ao
calendário festivo da Igreja Católica.
Essa foi uma prática comum da
Igreja facilitar a conversão dos diferentes povos pagãos.
A
cristianização da festa está diretamente relacionada ao estabelecimento de
comemorações de importantes figuras do catolicismo, exatamente na época da
passagem para o verão, entre as quais se destacam Santo Antônio (homenageado
dia 13 de junho), SãoJoão (dia 24)e SãoPedro (dia 29).
Para contextualizar (Assista):
Produção Artística:
Para essa aula você irá
precisar dos seguintes materiais:
- Papéis Coloridos
- Tesoura
- Revista
- Jornais
- Canetinhas
- Lápis de Cor
- Giz de cera
- Caderno de desenho
- Cola
Você deverá começar cortando os papéis coloridos nas diferentes formas
que desejar. Caso não tenha esses papéis em casa, substitua-os por revistas,
jornais ou qualquer outro material que tenha em mente.
Com os papéis coloridos cortados e devidamente organizados, em
diferentes tamanhos e formas, você deverá montá-lo (Compó-lo) em seu caderno de
desenho. É muito importante que reproduza uma composição visual, inspirado na
obra – A grande fachada festiva – Alfredo Volpi. A composição deve ser única e
bastante criativa.
Você poderá usar os demais materiais indicados para acrescentar desenhos
e outras pinturas. Use a criatividade, tenho certeza que sua composição será
especial!
A
origem do nome é controversa, mas acredita-se que ela se originou de mão
molenga, mão mole, ideal para dar movimentos vivos ao fantoche. Um ou mais
manipuladores dão voz e movimento aos bonecos.
O Mamulengo faz parte da cultura popularnordestina, sendo praticada desde a época de colonização do Brasil. Retrata situações
cotidianas do povo que a pratica.
Na cidade Olinda-PE o Espaço
Tiridá - Museu do Mamulengo procura preservar a tradição dos bonecos,
contando em seu acervo com cerca de mil e quinhentas peças, além de realizar
apresentações e oficinas diárias.
O Museu é mantido pela Prefeitura de Olinda,
mantendo peças antigas e preservando a memória de mestres populares desta arte,
como Saúba, Tonho de Pombos, Luiz da Serra, Pedro Rosa, Zé
Lopes, Antônio Biló, Manuel Marcelino.
Em Glória
do Goitá,
cidade da zona da mata de Pernambuco, conhecida como a
"Capital do Mamulengo", também há o Museu do Mamulengo, que é
dirigido pela Associação dos Mamulengueiros e Artesãos da Glória do Goitá,
promovendo sempre apresentações e oficinas. Sem contar que, no próprio museu,
podemos encontrar artesãos e mamulengueiros diariamente. Além de vivenciar o
folguedo, ainda há bonecos reservados para venda, confeccionados pelos próprios
artesãos e pelos Mestres José Lopes, Mestre Bila,
Titinha, Mestre Gilberto Lopes.
Assista (Conhecendo o
Museu do Mamulengo):
Produção Artística
Após ter assistido e conhecido o museu do
mamulengo, em Olinda-PE, experimente construir seu próprio boneco. Você poderá
usar diversos materiais como: rolinhos de papel higiênico, caixas de leite,
garrafa Pet, retalhos de roupas, feltros, papelão entre muitos outros. Use a
imaginação e criatividade na hora de produzir o personagem.
É muito importante que ele tenha um nome, uma
história ou uma situação cômica que tenha passado. Você poderá se inspirar em
alguém que conhece ou alguma situação que tenha vivenciado.
Ao terminar faça uma apresentação em vídeo,
para que seus colegas possam se divertir. Não se esqueçam de adentrar ao mundo
do teatro, é muito importante que se atentem para a entonação da voz ao
representar o personagem escolhido. Bonecos mamulengos são inspirados folclóricas
e históricas que retratam a identidade cultural de um povo.
Bom processo de criação!
Atenciosamente,
Prof.
Esp. Rafael Ribeiro
(Arte
– Educador)
Para
saber mais sobre o artista plástico Alfredo Volpi acesse: